Em 30 segundos
- O AVC acontece quando há perda de fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, causando danos rápidos.
- Os sintomas aparecem de repente, como fraqueza em um lado do corpo, confusão e problemas na fala.
- O atendimento médico imediato é fundamental para salvar vidas e aumentar as chances de recuperação.
O que é
O AVC, conhecido popularmente como derrame, acontece quando há uma interrupção ou perda do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro. Como as células cerebrais não recebem o oxigênio e os nutrientes de que precisam através do sangue, elas começam a morrer em poucos minutos. Isso pode causar danos cerebrais duradouros, incapacidade de longo prazo ou até mesmo a morte. Existe também uma condição semelhante chamada ataque isquêmico transitório (AIT), às vezes chamado de mini-AVC. Nele, o suprimento de sangue é bloqueado por pouco tempo e o dano não é permanente, mas ele deixa a pessoa em risco muito maior de ter um AVC completo.
Sintomas
Os sintomas de um AVC costumam acontecer de forma rápida. Eles incluem formigamento ou fraqueza repentina no rosto, no braço ou na perna (especialmente em um lado do corpo), confusão repentina, dificuldade para falar ou para entender a fala, e problemas repentinos para enxergar em um ou ambos os olhos. Outros sinais são dificuldade súbita para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação, além de dor de cabeça súbita e forte sem causa conhecida. O teste F.A.S.T. (ou FAST) ajuda a lembrar o que observar: rosto caísse de um lado ao sorrir, fraqueza no braço que cai ao ser levantado, fala arrastada ou estranha, e o tempo para buscar ajuda médica urgente.
Causas e fatores de risco
Vários fatores podem aumentar o risco de uma pessoa ter um AVC. O principal fator de risco é a pressão alta. Outras condições importantes incluem diabetes, doenças do coração (como a fibrilação atrial), tabagismo (que danifica os vasos sanguíneos e eleva a pressão), histórico pessoal ou familiar de AVC ou AIT, idade avançada e raça ou etnia (pessoas afro-americanas ou hispânicas apresentam maior risco). Outros fatores ligados ao risco incluem consumo de álcool e drogas ilícitas, falta de atividade física, colesterol alto, dieta não saudável e obesidade.
Diagnóstico
Para fazer o diagnóstico, o profissional de saúde conversa com o paciente sobre os sintomas e o histórico médico, além de realizar um exame físico. Esse exame avalia o estado de alerta mental, a coordenação, o equilíbrio, a presença de dormência ou fraqueza no rosto, braços e pernas, e dificuldades na fala e na visão. Também são realizados exames complementares, que podem incluir exames de imagem do cérebro (como tomografia computadorizada ou ressonância magnética) e exames cardíacos (como eletrocardiograma e ecocardiograma) para detectar problemas no coração ou coágulos que possam ter causado o AVC.
Tratamento
Os tratamentos para o AVC incluem medicamentos, cirurgia e reabilitação. As opções dependem do tipo de AVC (isquêmico, causado por coágulo, ou hemorrágico, causado por sangramento) e da fase do tratamento. No tratamento agudo do AVC isquêmico, podem ser usados medicamentos para dissolver o coágulo (como o tPA, que deve ser administrado rapidamente após o início dos sintomas), remédios que impedem as plaquetas de se agruparem ou anticoagulantes. Em casos de sangramento (AVC hemorrágico), o foco é encontrar a causa e controlá-la, o que pode incluir remédios para pressão alta ou cirurgias para tratar aneurismas ou malformações arteriovenosas. A reabilitação ajuda o paciente a reaprender habilidades perdidas para recuperar a independência e a qualidade de vida.
Prevenção
Como ter um AVC aumenta o risco de sofrer outro, a prevenção é essencial. Ela pode envolver mudanças no estilo de vida saudáveis para o coração, como adotar uma dieta nutritiva, buscar um peso saudável, gerenciar o estresse, praticar atividade física regularmente, parar de fumar e controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol. Caso essas mudanças não sejam suficientes, o médico pode indicar o uso de medicamentos para controlar os fatores de risco.
Quando procurar um médico
Se você acha que você ou outra pessoa está tendo um AVC, ligue imediatamente para o serviço de emergência médica. Cada minuto conta durante um AVC, e o tratamento imediato pode salvar uma vida e aumentar as chances de reabilitação e recuperação bem-sucedida.
Perguntas frequentes
Quais são os principais tipos de AVC?
Existem dois tipos principais de AVC. O AVC isquêmico é o mais comum e é causado por um coágulo de sangue que bloqueia um vaso sanguíneo no cérebro. O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe e sangra dentro do cérebro.
O que é um mini-AVC (ataque isquêmico transitório)?
É uma condição em que o suprimento de sangue para o cérebro é bloqueado por um curto período de tempo. Embora o dano às células cerebrais não seja permanente, ter um mini-AVC coloca a pessoa em um risco muito maior de sofrer um AVC no futuro.
O que significa o teste FAST no AVC?
O teste FAST ajuda a identificar sinais rápidos de um AVC. Ele avalia se há queda na face ao sorrir, fraqueza nos braços ao levantá-los e alteração ou arrastamento na fala, indicando que é hora de buscar ajuda médica de emergência.
Quais fatores aumentam o risco de ter um AVC?
O principal fator de risco é a pressão alta. Outros fatores incluem diabetes, doenças cardíacas, tabagismo, idade avançada, histórico pessoal ou familiar, colesterol alto, obesidade, falta de atividade física e uso de álcool ou drogas.
O que deve ser feito se alguém estiver tendo um AVC?
Se você acha que alguém está tendo um AVC, deve ligar para o serviço de emergência médica imediatamente. Cada minuto conta, e o atendimento rápido pode salvar vidas e melhorar as chances de recuperação.
Fontes
- MedlinePlus, Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA (NIH): Stroke
Aviso médico
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica.
